• Ronaldo Sampaio

Piercer Snoopy visita a tribo Rouxinol in Manaus /Amazonia / Brasil


No mês de Abril, eu estive em Manaus/Amazonas/Brasil, á convite do proprietário da Jungle Tattoo, Marcelo Lima. Que convidou-me para Coordenar o work shop para atuantes e iniciantes que tinham interesse em adquirir  informações referentes á prática do Body Piercing.

Ao chegar no aeroporto de Manaus no ultimo vôo noturno, fui recebido calorosamente - literalmente, tanto pelo clima desse estado, quanto pelos que me esperavam no saquão de desembarque.E logo nos dirijimos para a casa do Marcello para eu discansar algumas horas, antes de darmos sequência aos cronogramas que  tinhamos planejado para a manhã seguinte. 


No mês de Abril, eu estive em Manaus/Amazonas/Brasil, á convite do proprietário da Jungle Tattoo, Marcelo Lima. Que convidou-me para Coordenar o work shop para atuantes e iniciantes que tinham interesse em adquirir  informações referentes á prática do Body Piercing.

Ao chegar no aeroporto de Manaus no ultimo vôo noturno, fui recebido calorosamente - literalmente, tanto pelo clima desse estado, quanto pelos que me esperavam no saquão de desembarque.E logo nos dirijimos para a casa do Marcello para eu discansar algumas horas, antes de darmos sequência aos cronogramas que  tinhamos planejado para a manhã seguinte. 


Sentido á embarcação passamos pela cidade de Manaus onde 

eu confesso, ter ficado surpreso com a infra-estrutura e riqueza histórica contidas num lugar só...

Sem contar que, a natureza se faz presente em toda á volta que os meus olhos consiguiam enxergar.




Ao me aproximar da embarcação uma emoção indescritivél tomou conta de mim, tanto que, não parei por um minuto de fotografar antes mesmo de, iniciarmos o percurso que fariamos pelo Rio Negro até a comunidade Rouxinol.

"Pra quem esta acostumado com á selva de pedra paulistana, ter o previlégio de estar desbravando outras culturas e costumes é muito gratificante".

Seguindo com á embarcação Rio Negro á dentro, eu fiquei espantado vendo um posto de gasolina flutuante dentre outras embarcações que passavam por nós...Das mais luxuosas as mais simples fabricadas artesanalmente pelos Ribeirinhas. É comum para os Manauaras usar o rio para se deslocarem para outras localidades desse estado.

Eu estava tão empolgado com o passeio que mal sentia os efeitos do calor que estava fazendo...Queria mesmo era, me jogar selva á dentro e concretizar aquilo que eu tinha planejado á anos fazer.

Eu posso me considerar uma pessoa previlegiada por ter á oportunidade de realizar alguns sonhos dentro dessa atividade.


Ao longo da viagem fizemos uma prece a pedido do padre que estava com á Ong , afim de que, tivessemos êxito em nossa ida e volta por este grandioso afluente.

 Amém! Focando á camera nos mais variados pontos das margens e mata fechada. Eu fui captando algumas imagens que vocês     estão tendo acesso no momento.






Ver de perto uma Vitória Régia em seu habitar natural foi demais...Ainda saber que ela tem um caule espinhoso que fica submerso á mais de 10 metros de profundidade...Eu estava tendo uma de biologia na prática, literalmente




Eu soube pelo Marcelo e outros amigos que fiz no barco que, peixes pré históricos ainda são visto em águas negras...


Mesmo com uma certa distância dos igarapés, meus olhos continuavam fixos na mata afim de, avistar alguns predadores locais...


Dizem que na baixa do Rio Negro se uma Sucuri e um Crocodilo ficarem no mesmo igarapé, é travada uma batalha mortal entre os dois por causa dos peixes que ali se encontram.

Depois de  horas navegando pelas águas calmas e misteriosas 

desse imenso afluente, conseguimos avistar á comunidade onde iriamos visitar.




Ao desembarcarmos, o Marcello me falou que, tinha trazido alguns materias didáticos e brinquedos que iriamos oferecer aos Índios no primeiro contato. Confesso que ao ancorarmos           as margens do rio, eu estava muito ancioso em poder ve-los...Andamos alguns minutos pela trilha na mata até, sermos surpreendidos pelas boas vindas de um dos nativos

que estava incubido de nos guiar sentido á reserva




Enquato eu guiava meus passos sentido á maloka, (Tenda Indigena), um sentimento de dever cumprido pairava na minha cabeça. Todos os meios convencionais de transportes eu acabei usando para chegar até aqui, Avião, Carro, Barco, etc...Valeu!!!!!!!




Eu estava dentro de uma  comunidade Indígenas vivenciando um pouco dos costumes  

e ao mesmo tempo, tendo á oportunidade de aprender

um pouco mais da história desses que já estão aqui á varias luas.


Cacique e Marcelo

A medida que iamos adentrando á Aldeia, eramos observados por todos da tribo, eu ainda tendo varias tatuagens e adornos pelo corpo, logo fui abordado por algumas Indias que, juravam que eu era cantor de Rock.  kkkkk...

Eu tinha sede de informação, queria saber tudo a respeito daquele povo tão amistoso que ali estão á séculos antes do contato com o homem branco.









Fomos convidados á comer com eles e aproveitamos para entregar alguns presentes que tínhamos trazidos. As crianças adoraram os lápis de cor, cadernos e brinquedos que trouxemos.




Eu comecei á refletir naquele momento, como á sociedade e os seus conceitos, nos tira do foco real de como é viver sem ter de arcar com impostos mensais dentre outros empecilhos exitentes dentro das grandes metrópoles.



A colonização portuguesa do nosso país, trouxe com ela, vários conceitos capitalistas, tidos como fundamentais para á sobrevivência do povo.



Diante de tantas belezas naturais, á imagem dessa garotinha me fez sentir saudades de casa e dos meus filhos.Mais eu estava ali por mim e por eles também de certa forma.

Após alimentação, fomos convidados pelo Padre á participarmos da missa que seria realizada como de costume nos domingos na aldeia.

Fica em evidência que, desdos primórdios o catolicismo junto com os desbravadores da época, adentravam nas aldeias indigenas com á missão de catequizar os nativos entre outras finalidades que os livros de história mencionam.



Notei naquela ocasião que, poucos Índios mais velhos falavam português. Ao contrário dos jovens que falam  ambas as  linguas fluentimente. Houve um pronunciamento da Ong, Floresta Viva em relação á situação atual dos Índios e algumas metas que eles tinham em mente para manter viva as tradições daquele povo.



Logo depois, alguns Indios fizeram varias

apresentações dando inicio as festividades.

E fomos convidados á conhecer as demais dependências espalhadas pela Aldeia.













Cabeça de uma Onça Pintada captura espreitando á Aldeia . Os índios não tem escolha, quando uma Onça começa espreitar á aldeia, eles tem de mata-la ou ela acaba matando os nativos.


Andando pela aldeia eu acabei encontrando um tipo de uma cozinha, onde varios restos de animais eram vistos no solo, como por exemplo: Casco de Tataruga Marinha, Crânio de Onça Pintada, entre outros...



Instrumento usado na escoagem da farinha de mandioca alimento muito bem quisto pelos nativos.


Num calor de aproximadamente 48º, eu mal sentia os efeitos do astro rei, queria aproveitar ao maximo aquele momento. Cupuaçu: Fruta que um pouco mais de toxidade, seria letal para o consumo humano.




Urucum: Pigmento natural usados nas pinturas tribais.

Eu já estava me sentido em casa na comunidade, eu ficava olhando á vida simples, sem luxuria que eles levavam ali.Se estivessem com sede, tinham o que beber. Comiam porque caçavam e pescavam. Um estilo de vida saudável e aparentemente pacato.




Após conhecermos quase todas as dependências existentes na comunidade Rouxinol. O Cacique  me convidou á conhecer um espaço onde eles produziam os mais variados artesanatos.

Uma infinidade de Adornos, Colares, Anéis, Vestimentas, Zarabatanas, Flautas e  Máscaras, estavam expostos á venda. Todos derivados dos animais que foram abatidos para o consumo. Nada é disperdiçado na selva pelos Indios!


No retorno ao barco, fomos acompanhados pelos Indios.

Alguns conceitos perderam o sentido pra mim depois desse contato!

"Sinto meus pés mais próximos do solo e hoje dou valor as coisas simples e boas que podem acontecer na minha vida".



Ja teve  á senssação de dever cumprido?

Eu não estava cabendo dentro de mim mesmo de tanta alegria.

Ainda o Marcelo disse que iriamos numa casa flutuante

teriamos que descer no pier e pegarmos outro barco 

para chegarmos a tal casa no Rio Negro.





Objeto voador não indentificado,kkkkkkkkk.

Este chuveiro parece mesmo com uma nave daquelas 

bem anos 80.







Eu só tenho a agradecer pela consideração e a ótima companhia que eu tive nessa terra maravilhosa!


Agradecimentos á:

http://www.jungletattoo.com.br/ Ong Floresta Viva Comunidade Rouxinol e  Kaymã. Expo Tattoo Amazon Eco Tech Governo do Estado de Manaus.

Espero que tenham curtido as imagens !

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Rua Turiassú, 735 - Perdizes, São Paulo