• Ronaldo Sampaio

Marco Polo Braga o plantador de Bactérias.


Nascido em 1980, em Brumadinho, Minas Gerais, Marco Polo Braga busca produzir uma arte onde possa expressar seu inconsciente criativo. Escultor, ceramista e artista visual,com experiência de trabalho nas áreas técnicas de Histologia e Patologia Clínica, denomina seu trabalho como artístico-cientifico e tem como inspiração a natureza e o mundo das disciplinas laboratoriais  (microbiologia,imunologia,hematologia,etc.. ) Baseado em sua experiência de trabalho e suas vivências dentro do laboratório de Análises Clínicas e anatomia, onde trabalhou. Desenvolve uma pesquisa transdisciplinar envolvendo aspectos artísticos, científicos e biogeográficos.  Sua pesquisa inovadora ,busca nos modelos microscópicos a inspiração para sua criação contemporânea. Coloca em questão a proximidade e a influência dos microrganismos na própria evolução humana. Simboliza a vida em sua arte representando formas biomórficas. Aglutinação,hemólises,fluxos e vivacidade estão quase sempre inseridos no contexto criativo do artista. Propõe questionamentos ambientais cotidianos, que nem sempre são exteriorizados para a maioria da população.Realiza um trabalho sustentável reaproveitando resíduos laboratoriais e também utilizando a cerâmica como suporte e substrato.


Bactérias Rupestre 2010 Série Instalações Endêmicas.

Ficha Técnica Autor: Marco Polo Braga Título da Obra: Bactérias Rupestre- Série Instalações Endêmicas Data: 2010 Dimensões: 104x50x20cm Técnica: mista Material: cerâmica e Ágar-Ágar Bactérias Rupestre- Série Instalações Endêmicas Campos Rupestres são ecossistemas encontrados no alto das serras, em altitudes acima de 900m, geralmente com afloramentos de rocha, onde em maioria encontram-se arbustos, baixas arvores e ervas. Nos campos rupestres são comuns as espécies endêmicas, que só vivem naquele bioma especìfico. Na instalação, foram criadas 9 bactérias de cerâmica à 980 graus, ampliadas ao tamanho macro, confeccionadas no torno de oleiro e impregnadas de Ágar-Ágar (meio de cultura utilizado na Microbiologia, para o cultivo de bactérias, fungos e tecidos vegetais). Em seguida, as bactérias foram adicionadas na natureza para se cobrirem de líquens e vida, tornando-se parte do habitat, quase que como uma nova forma de vida, endêmica, que possui exclusivamente as características daquele ecossistema. Nesta instalação, ocorreu uma interação do artista com a natureza. Há um questionamento da sucessão ecológica e da vida microbiana, em constante evolução e sua proximidade com a saga dos seres humanos. Fez-se, aqui, uma relação entre as bactérias, primeiras habitantes da terra e sua relação intrínseca com a evolução do ser humano, dos primórdios aos dias atuais. A instalação é acompanhada por registro fotográfico pelo período de cinco anos. Localização: Santana do Riacho – MG Elevação: 1.150m Coordenadas: armazenadas


Bactérias da Canga 2011 Série Instalações Endêmicas

Ficha Técnica Autor: Marco Polo Braga Título da Obra: Bactérias da Canga - Série Instalações Endêmicas Data: 2012 Dimensões: 40x60x260cm Técnica: mista Material: cerâmica (barbotina), Minério de Ferro e Ágar-Ágar Bactérias da Canga - Série Instalações Endêmicas Instalação contemporânea (bactérias feitas de cerâmica, utilizada para enfatizar a necessidade de preservação destes meios, ricos em biodiversidade e ainda pouco estudados e ameaçados constantemente pelas atividades mineradoras. O campo rupestre ferruginoso é um dos ecossistemas menos estudados de Minas Gerais, embora fique entre os mais ameaçados hoje em dia, principalmente devido à intensa atividade mineradora associada aos seus afloramentos de ferro. Existe uma carência de unidades de conservação que abriguem este ecossistema. No Quadrilátero Ferrífero, os campos rupestres ferruginosos, também chamados de vegetação de canga e estão associados às áreas com grandes depósitos de minério de ferro. PROCESSO: : Depois de desenformadas e devidamente queimadas a 980 graus, as 60 bactérias de cerâmica branca são resfriadas e imersas em um meio líquido nutritivo à base de Ágar-Ágar. Cada bactéria mede 7x8x22cm. Logo após a imersão, as peças são colocadas para secagem ao sol, estando assim secas e prontas para sua colocação em um determinado lugar de um campo rupestre quartzítico. O Ágar-Ágar Bacteriológico e muito utilizado na Microbiologia, para o cultivo de bactérias, fungos e tecidos vegetais. TRANSPORTE E INSERÇÃO DAS BACTÉRIAS DE CERÂMICA NA NATUREZA: O local escolhido para a implantação da pesquisa é antecipadamente analisado e marcado via GPS. É escolhido um lugar de difícil acesso, propositalmente, para que as peças não sejam assim tão facilmente encontradas, escalando a serra, as peças são levadas até um ponto onde possam ficar adequadamente dispostas para a conclusão do processo. Levando em conta a predominância de ambiente propício para a proliferação de líquens (luminosidade, posicionamento geográfico, umidade, etc..). FUNÇÃO:. Na natureza as peças funcionam como suporte e substrato para os Líquens (associações simbióticas entre fungos e algas ), que se aderem às peças no decorrer dos anos, integrando as bactérias ao respectivo ecossistema onde elas foram deixadas. Criando, assim, um ser integrado ao bioma, já que os fungos liquenizados fixados em sua estrutura são extremamente sensíveis às alterações ambientais . São os melhores indicadores conhecidos dos níveis de poluição aérea e apresentam baixa taxa de crescimento. A instalação é endêmica. Passado o tempo de espera para que a mesma se integre com o ecossistema escolhido, a obra deverá permanecer em seu lugar de origem, não podendo ser levada para outro local de diferente habitat, pois assim haveria uma contaminação biológica entre as espécies de seres vivos aderidos a bactéria de cerâmica, se estas entrarem em contato com outro meio ambiente. Obs: o acompanhamento fotográfico é feito ano a ano para que o processo seja catalogado e para que também não danifique o habitat escolhido da pesquisa. Localização: Brumadinho- MG Elevação: 945m Coordenadas: armazenadas.


Ferrobactéria Gonocócica S4 2012

Ficha Técnica: Autor: Marco Polo Braga Título da Obra: Ferrobactéria Gonocócica S4 Data: 2012 Dimensões: 12x115x135cm Técnica: mista Material: cerâmica, Goethita, Hematita, resina de poliéster e folha de vidro temperado 120 x 100cm. Ferrobactéria Gonocócica S4 Obra inspirada em formas de vida microscópicas reais existentes na natureza. Ferrobactéria ou bactérias do ferro são microrganismos quimiossintetizantes e oxidam compostos de ferro, ao invés de realizar a fotossíntese. Na natureza, esta bactéria não precisa de luz solar para obter energia. Nesta instalação, o artista cria um conjunto de 09 bactérias de cerâmica, revestidas de resina de poliéster e minério de ferro, ampliadas ao tamanho macro sobre uma lâmina de vidro. Cada bactéria mede 20x10x30cm. Nesta simulação, há uma Lise Bacteriana, mostrando o extravasamento do seu conteúdo intracelular, simulando a visão de um microscópio eletrônico de varredura assim também como um microscópio de fluorescência .


Instalação Corpo Estranho 2010

Ficha técnica Autor: Marco Polo Braga Título da Obra: Corpo Estranho Data: 2010 Dimensões: 130x350x620xm Técnica: mista Material: tabuleiros porta ponteiras, isopor, silicone, massa corrida, resina de poliéster e ponteiras. Corpo Estranho Marco Polo Braga, nesta obra, promoveu o reaproveitamento de resíduos do aparelho da Roche, Cobas 6.000 módulo Cobas e601, utilizado para realizar testes de imunoensaios (imunologia). Foram reaproveitados 2.624 tabuleiros e 7056 ponteiras. Inspirado na sustentabilidade e nas reações imunológicas, o artista procurou retornar o material que seria desprezado na natureza de volta à sua função original, mas de uma forma poética, realizando uma figuração lúdica de uma guerra imunológica (as células de defesa que são os glóbulos brancos atacam um vírus gigante) utilizando os tabuleiros porta ponteiras como suporte. Imunologia para imunologia, realizando um trabalho de forma cíclica, assim como a sustentabilidade. A instalação Corpo Estranho apresentou uma proposta inovadora. Com a duração de 15 dias, sendo que, no decorrer do período, sofreu um acréscimo de tabuleiros, mostrando assim, a geração dos resíduos produzidos , fazendo um paralelo com o crescimento biológico.

Instalação PPG 2010.

Ficha Técnica: Autor: Marco Polo Braga Título da obra: PPG Data: 2010 Dimensões: 130x240x280cm Técnica: mista Material: bolsas plásticas utilizadas para o armazenamento de meio isotônico para aparelhos de hematologia, água e GIEMSA. PPG O projeto propõe um questionamento sobre o gerenciamento dos resíduos líquidos gerados pelos laboratórios. A maioria dos reagentes presentes na composição das soluções utilizadas pelos equipamentos automatizados para as análises hematológicas apresentam alta toxicidade e representam um grande risco de contaminação ambiental, especialmente quando estes equipamentos descartam estas soluções diretamente nas redes fluviais. Nesta instalação, Marco Polo Braga cria uma das unidades celulares da própria hematologia, que são as plaquetas, figurando uma agregação plaquetária. Nela, o artista promove o reaproveitamento das bolsas plásticas do reagente ISOTON (meio isotônico utilizado para diluição de células sanguíneas e respectiva contagem em aparelhos de análises hematológicas). Para sua coloração e preenchimento, são utilizadas água e gotas do próprio corante utilizado na hematologia para a coloração dos esfregaços sanguíneos (GIEMSA) corante empregado habitualmente em técnica hematológica, usado para respectiva visualização microscópica em lâmina dos elementos figurados do sangue (hemácias, leucócitos, neutrófilos, eosinófilos, macrófagos e plaquetas), que adquirem uma coloração azulada. Os resíduos plásticos são recolhidos periodicamente em laboratórios de análises clínicas. Cada recipiente plástico tem 30cm quadrados e já possui uma forma bem característica procurada pelo artista, com frestas arredondadas e certa plasticidade. Formas orgânicas = formas biomórficas PPG (Presença de Plaquetas Gigantes),diagnóstico comumente liberado no exame de Hemograma, na leitura da lâmina no microscópio, visualizado pelo profissional. Plaquetas: a plaqueta sanguínea ou trombócito é um fragmento coroplasmático anucleado, presente no sangue que é formado na medula óssea. A sua principal função é a formação de coágulos, participando, portanto do processo de coagulação sanguínea. Há uma continuidade no recolhimento destes resíduos, pois o artista pretende aumentar a obra.


Bactérias do Quartzo 2012 Série Instalações Endêmicas

Ficha Técnica: Autor: Marco Polo Braga Título da Obra: Bactérias do Quartzo - Série Instalações Endêmicas Data: 2012 Dimensões: 25x60x240cm Técnica: mista Material: cerâmica(barbotina) e Ágar-Ágar Bactérias do Quartzo – Série Instalações Endêmicas As peças dessa instalação são colocadas em Campos Rupestres Quartzíticos, áreas de afloramento de rochas do tipo quartzo, com muitas espécies animais e vegetais endêmicas. O artista pretende, com esta obra, chamar a atenção sobre a necessidade de preservação destes meios, ricos em biodiversidade e ainda pouco estudados. As bactérias do Quartzo são colocadas também como um contraponto ao turismo que chega às localidades da Serra do Espinhaço trazendo consequências boas e más para todo um ecossistema. Assim como as bactérias, ele tem esta dualidade. PROCESSO: Depois de desenformadas e devidamente queimadas a 980 graus, as 16 bactérias de cerâmica são resfriadas e imersas em um meio líquido nutritivo à base de Ágar-Ágar. Cada bactéria mede 20x10x30cm. Logo após a imersão, as peças são colocadas para secagem ao sol. Estando, assim, secas e prontas para colocação em um determinado lugar de um campo rupestre quartzítico. O Ágar-Ágar(alga marinha em pó) é muito utilizado na Microbiologia para o cultivo de bactérias, fungos e tecidos vegetais. TRANSPORTE E INSERÇÃO DAS BACTÉRIAS DE CERÂMICA NA NATUREZA: O local escolhido para a implantação da pesquisa é antecipadamente analisado e marcado via GPS. É escolhido um lugar de difícil acesso, propositalmente, para que as peças não sejam assim tão facilmente encontradas. Utilizando a técnica de rapel, as peças são levadas até um ponto onde possam ficar adequadamente dispostas para a conclusão do processo. Levando em conta a predominância de ambiente propício para a proliferação de fungos liquenizados. FUNÇÃO:Na natureza as peças funcionam como um suporte e substrato para os Líquens (associações simbióticas entre fungos e algas ), que se aderem as peças no decorrer dos anos , integrando as bactérias ao respectivo ecossistema onde elas foram deixadas. Criando, assim, um ser integrado ao bioma, bactérias bioindicadoras, pois os fungos liquenizados fixados em sua estrutura são extremamente sensíveis às alterações ambientais . São os melhores indicadores conhecidos dos níveis de poluição aérea e apresentam baixa taxa de crescimento. A instalação é endêmica. Passado o tempo de espera para que a mesma se integre com o ecossistema escolhido, a obra deverá permanecer em seu lugar de origem,evitando assim uma contaminação biológica entre as espécies de seres vivos aderidos a bactéria de cerâmica, se estas entrarem em contato com outro meio ambiente. Obs: o acompanhamento fotográfico é feito ano a ano para que o processo seja catalogado e também não danifique o habitat escolhido da pesquisa. Localização: Lapinha da Serra (Santana do Riacho-MG) Elevaçã: 1.230m Coordenadas: armazenadas.


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